Ontem, durante os MTV Movie Awards, a MTV divulgou o trailer de sua nova série, baseada nos filmes de terror "Scream" (Pânico - no Brasil).

Clique aqui, para conhecer o elenco e quem será quem.

A atriz Bella Thorne aparece no piloto. De acordo a atriz "Vou reencenar a famosa cena de Drew Barrymore no filme original.". Inicialmente prevista para estrear em outubro, a MTV adiantou e transmitirá a partir de 30 de junho nos EUA.

Corre pro play e confira!








Ontem rolou os MTV Movie Awards 2015, a maior premiação de filmes por voto popular. E este ano, a apresentação do evento ficou por conta da comediante Amy Schumer que mandou super bem, com uma introdução engraçadíssima num interlud onde ela passava pelos filmes concorrentes até chegar no palco dos Movie Awards.

Os filmes A Culpa é das Estrelas, Maze Runner - Correr ou Morrer e Vizinhos, foram os grandes destaques da noite, levando a maior quantidade de pipocas douradas.

As coisas estão de vento em poupa pra MTV Brasil.
Após um período conturbado na TV Aberta, aos comandos da Abril Radiodifusão, a MTV voltou a ser comandada pela americana Viacom e, após dois anos no ar, finalmente colhe bons frutos.

O canal subiu admiráveis 16 posições na lista dos canais pagos mais assistidos, posicionando-se na 10ª colocação (tirando os canais infantis) no mês de março. Isso significa que, a audiência da MTV, que gira em torno de jovens de 18 à 24 anos, cresceu 233%. Com isso, o diretor da versão brasileira da MTV, Tiago Worcman, foi promovido à Vice-Presidente Sênior da MTV na América Latina.

Boa parte do crescimento da MTV, fica por conta dos reality's Adotada e a versão brasileira do Are You The One?, ambos cativaram o público.









Mês que vem, dia 12, acontece a anual premiação de filmes da MTV, os MTV Movie Awards 2015, que este ano será apresentada pela comediante Amy Schumer e vai ao ar ao vivo na MTV Brasil às 20H30. Confira a lista de indicados completa abaixo:


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Vendo o bom retorno das produções nacionais - tanto nos pontos do ibope, quanto nas redes sociais - a Viacom prepara seu novo programa brasuca, o Deu Match!.

Trata-se de um reality que acompanhará pelo período de três meses a vida de cinco jovens (Gabriela, de 21 anos, Pedro de 27, Talita de 28, Ocimar, de 26 e Marina de 23 anos) de diferentes estilos de vida e orientações sexuais, ao qual dividirão suas intimidades com a MTV e mostrar como sobreviver aos relacionamentos no dia atual, quando as pessoas estão cada vez mais conectadas no virtual e menos no "mundo real".

Deu Match! contará com 10 episódios na primeira temporada e tem estreia marcada para Junho deste ano. Cada episódio revela o teor das conversas dos amigos e possíveis relacionamentos, através de intervenções gráficas. Cada episódio deve conter 30 minutos.









A série "Kyle XY" acaba de ser adquirida por algumas emissoras da MTV na Europa e pode ser transmitida pela MTV Brasil também.

A série conta a história de Kyle que se encontra nu e sem memória na floresta. Ele é totalmente inocente e despreparado pra nossa sociedade e descobre um sinal de diferença entre ele e o restante das pessoas: Kyle, nasceu sem umbigo.
Acolhido pela família da psicóloga que o ajuda, Kyle trava uma batalha pra descobrir sua verdadeira identidade, descobre poder fazer coisas além da perspectiva humana.

A série começou a ser transmitida nesta segunda pela MTV Espanha, e também já foi adquirida pela MTV Portugal e MTV França.
No Brasil, a série foi exibida pelo canal SyFy (ainda na época em que se escrevia SciFy) e pelo canal aberto SBT.

Todas essas aquisições de séries, fazem parte do plano de reaver os jovens que buscam assistir séries pela internet e fazer com que as pessoas voltem a assistir mais TV.









A ex-VJ da MTV, Gaía Passarelli publicou em seu blog um texto sobre sua passagem pela emissora, quando ainda era administrada pelo Grupo Abril, ao qual ela diz ter "sobrevivido" aos dias exaustivos e emocionantes da Music Television Brasil.
Confira o texto na íntegra abaixo:

Minha Vida de VJ (Gaía Passarelli)

1. As pessoas adoram VJs. Quando fui trabalhar na MTV Brasil, em 2010, eu não era a audiência do canal. Pelo contrário. Era uma crítica musical de 30 anos, com filho em idade escolar, morando em Cotia. Mas o canal decidiu que precisava de um programa de novidades musicais alternativas, fiz um teste e fui aceita. Aceitei o emprego porque a proposta de escolher videoclipes que passam na TV eram boas demais pra deixar passar. E fiquei surpresa ao perceber o quanto as pessoas se importavam com os apresentadores da MTV - os chamados VJs. Adolescentes iam na porta da emissora pedir autógrafo e tirar selfies, mandavam presentes, faziam fã-clubes virtuais. É como ser repórter e estrela do rock ao mesmo tempo.

2. Ninguém liga pro seu gosto musical cult. Meu primeiro programa na MTV Brasil passava nas noites de sábado, chamado Goo (como o disco do Sonic Youth) e era dedicado à novidades musicais. Entre os favoritos estavam Das Rascist, Zola Jesus e Die Antwoord. Eu sonhava em colocar no ar vídeos experimentais de música instrumental com sete minutos de duração, tipo Explosions in The Sky. A ideia de mostrar coisas ultra-alternativas e interessantes era empolgante e fadada ao fracasso. O Goo foi cancelado antes de completar um ano de vida e eu tive que me engolir o fato que as pessoas querem ouvir no mundo real é Maroon 5 e Katy Perry.

3. Não dá pra ter tudo. Sabe quando você compra ingresso praquele festival bacana e daí divulgam os horários e você tem que decidir qual das suas duas bandas favoritas você não vai ver porque elas tocam ao mesmo tempo em palcos diferentes? Bom, imagine não poder ver show nenhum porque tem que ficar na área de imprensa e fazer tipo 35 entrevistas num mesmo dia. Dica: Não é como se você estivesse curtindo a vida com astros da música, porque astros da música não querem repórteres por perto. Mas o que me tirava do sério mesmo, era ter que fazer perguntas imbecis para pessoas incríveis. Uma vez eu tive que perguntar para a Gal Costa se ela tinha visto o filme novo do Batman. A resposta? "Claro que não, meu amor".

4. Você conhece um monte de gente incrível. Diretores, roteiristas, produtores, executivos, artistas de cabelo e make, stylists, operadores de áudio e vídeo, câmeras, repórteres, programadores... as pessoas com quem trabalhei na MTV são as mais legais, criativas, malucas e divertidas que já encontrei. Mas, claro, tem os artistas. Que na maioria das vezes são tão profissionais e gentis quanto você espera, tipo o Jack White. E daí tem a banda indie que finge que não está afim de falar com você, o vocalista energético que não consegue parar de falar, o rapper que quer discutir Hobsbawm no meio do papo. Ah, e tem o Julian Casablancas.

5. É uma experiência que destrói o ego. Você está sendo julgado o tempo todo. Tudo bem, vem no pacote. Mas não estou falando sobre um fã de Lady Gaga reclamando de uma informação errada ou de escorregar no inglês. Isso a gente tira de letra. O problema é o colega que rouba sua ideia. O diretor que não comunica o que quer. O cabeleireiro que secretamente te odeia. E o focus groups, onde a audiência é convidada a dar suas opiniões mais fortes e sinceras sobre suas performances no vídeo. E daí tem o air-check, jargão para a ocasião em que a diretoria se reúne para analisar o apresentador. Imagine ouvir que você "parece velha", que sua imagem no vídeo "é arrogante", que você "jamais deveria usar mini-saia". É preciso muita alto-estima.

6. É um trabalho duro. Tá, apresentar videoclipes não é que nem ensinar física quântica. Mas te desafio a fazer um bom trabalho tendo que entrevistar um músico japonês que não está afim de falar com você, enquanto rola um show de EDM no fundo, com adolescentes fazendo a dança do siri e seu diretor esperando você falar alguma coisa espirituosa pra câmera. Ao vivo. Faz você desenvolver todo um respeito para com os profissionais que trabalham em frente as câmeras. Âncora de telejornal noturno ao vivo. Foda. Gente capaz de despertar emoções com um texto decorado? Incrível. Correspondentes de guerra narrando os acontecimentos direto da linha de fogo? Sobrehumano.

7. A galera se importa mesmo com televisão. Nada faz frente à TV quando estamos falando de repercussão. Você pode escrever um best-seller, ter um canal super famoso no YouTube, falar no rádio todos os dias pra milhares de pessoas, mas o que faz sua tia levantar do sofá e telefonar gritando "é você!" é uma aparição na telinha. Gosto desse exemplo: uma vez uma reportagem minha foi capa da Folha de domingo. Meia página. Fiquei super orgulhosa e liguei pros meus avós pra eles verem. Mas o que eles querias saber? Se eu ia voltar para  TV, é claro.

8. É muito divertido. Minha primeira noite do meu primeiro trabalho na gringa (a cobertura do festival texano SXSW) acabou comigo dormindo debaixo da mesa de um club de strip-tease em Austin esperando o show desse cara aqui acabar. Eu não dormia hà 36 horas. Mas o melhor foi minha última noite como VJ. Em setembro de 2013, quando a emissora fechou. O canal ficou no ar ao vivo durante dez horas com o prédio aberto para convidados, músicos, fãs, ex-VJs e funcionários. Câmeras estavam ligadas e transmitindo em todos os estúdios e andares. A conta do twitter ficou disponível pra todo mundo contar o que estava acontecendo. Num dado momento o corpo de bombeiros tentou colocar todo mundo pra fora, sem sucesso. Álcool foi bebido, ácido foi consumido, pessoas dançaram nas escadas e estúdios e todo mundo gritou, chorou, se abraçou e celebrou. Quando acabou, ficou todo mundo na rua até clarear.

Foi a noite mais lega da história da televisão.









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